8.24.2005
5.27.2005
Reflexão 2 (Confiança)

Até que ponto estás disposto a entregar-te, a saltar no escuro em queda livre, sabendo apenas, que talvez encontres alguém a emparar-te no final da queda?
É impressionante a volatilidade dos sentimentos, e como o ser mais ou menos humano, continua a exigir uma entrega e confiança total. Para quê, quando a aparência, o parecer ser, o hedonismo/egoísmo é a força última da expressão e do viver.
Como se explica que a grande prova de “amor” enquanto sacrifício último, venha do radicalismo, venha de um punhado de pessoas dispostas a dar a própria vida, e a vida de inocentes por causas incompreensíveis até para eles próprios.
Vivemos num mundo ao contrário em que o espaço público debita informação e comportamentos sociais erróneos, distantes da realidade interior. A aparência é que se vive a dois tempos, entre o bem e o mal, em que estas duas palavras carregadas de sentimentos diversos, se encontram completamente definidas, em que o caminho do bem ou do mal se encontra ai, à espera de ser escolhido, será que sim?
É tempo de mudar...

Estou de volta a meio de profundas alterações interiores.
O percurso levou-me até uma encruzilhada, é tempo de repensar o caminho e a forma de o percorrer.
Fui violentamente testado na triologia sempre inacabada do homem: vida, morte, amor, e perdi muito, sem saber onde errei, sem possibilidade de clamar por ajuda aos céus. A saída talvez seja o cinismo dos abutres e hienas que observaram e se divertiram com a queda.
Vou mandar tudo para o tecto, viver de novo, enganar a morte e trapaçar no amor.
5.02.2005
Um mês
Recém-nascido na incubadora e ainda à procura de um rumo, já é tempo de fazer um pequeno balanço. Apesar das limitações, falta de tempo, dias menos bafejados pela inspiração, estou a gostar bastante desta pequena aventura que é um excelente exercício mental onde se podem exorcizar n ideias e devaneios. Vou tentar ser mais expedito na publicação dos posts. Quero agradecer aos amigos que têm dinamizado o blog, com comentários e observações muito perspicazes, pedir-lhes que continuem e que vão aparecendo por aqui. Até breve…..
4.22.2005
Zero
Principio de tudo ou nada sem significado
Nada ou tudo…tudo e nada…
Encontro momentâneo entre o fim e o início
Quantas vezes se aguenta começar de novo, partir para o zero e sair dele
Circulo simples carregado de significados matemáticos incompreensíveis para alguns…ou para todos
Anagrama do desejo concentrado num espaço limitado
Quero pensar que é o princípio porque o fim não existe, existem apenas diferentes recomeços
4.14.2005
4.11.2005
Uma Realidade entre muitas outras

(Uma possível resposta ao post anterior)
A vida implica simplesmente viver, deixar-se levar ao sabor da corrente ou ter a sensação que se escolhe ponderadamente nas encruzilhadas. Apesar das imponderabilidades do desígnio superior, ainda é o homem que constrói e inventa as encruzilhadas. Então, porquê a predação, porque não, a observação participada. Uma possível saída sob a forma de pequena estória:
O tempo quente propicia as deambulações, o passeio higiénico pela cidade, caminhar sem destino fugindo do vazio interior e procurando o vazio do espaço e a escuridão como abrigo. Aqui e ali ecoam passos desgarrados que parecem ouvir-se mutuamente e que por isso se afastam. Querem matar a todo o custo a possibilidade de encontro. No meio desta fuga colectiva, duas pessoas sem o saberem, vão cruzar seus caminhos. O que ficou do momento foram dois olhares que se fixaram, e uma imensidão de possibilidades e destinos que se abriram, ou não, numa espécie de vortex temporal. Nenhum dos seres procurou tirar qualquer tipo de vantagem, optaram inconscientemente, por não utilizarem os instintos predatórios, sentiram e gozaram o desejo que se esconde atrás do olhar. Viram, se o procurassem, como poderiam afectar a vida do outro, como tinha acontecido em outros tantos olhares ao longo das suas vidas, mas faltava o sinal, o click da mudança que não pode acontecer constantemente, a não ser que se procure a precariedade do sentir. Os olhares perderam-se no momento e seguiram rumos separados, cientes que a simplicidade da vida, é constantemente afectada pela complexidade das decisões.
4.04.2005
Reflexões 1 (predação)

Já se sentiram como que numa infindável savana, com os dentes a latejar pelo sangue da presa, esperando pacientemente a oportunidade, ou pelo contrário, experimentaram a sensação de inocência e de completo despego pelo perigo eminente, estampados nos olhos da vítima. Sob a capa da inteligência racional vivemos este jogo todos os dias, mesmo em alguns santuários que achamos intocáveis, como a família, o amor e a moral.
Não é que esta lógica seja desprezível, talvez seja a única que conhecemos, e em certas ocasiões dá-nos muito gozo, fazendo-nos viajar ao centro nervoso do instinto animal em que as sensações de prazer, perigo, beleza, ataque, defesa…disparam em todos os sentidos, como é o caso da sedução.
Mas e se toda esta ordem fosse diferente? Se para sermos predadores tivéssemos que ser presas, ou para sermos vendedores tivéssemos que nos comportar como consumidores? Imaginem um mundo em que a verdade, a essência das coisas, o motor de todas as interacções estivessem de facto ao lado do bem tal como o conhecemos, da bondade, mas também da passividade. Imaginem, apresentem a vossa lógica, o vosso mundo, as vossas soluções, pensem nas relações humanos a decorrerem com lógicas diferentes. Eu também vou pensar…Até breve…comentem e não só, enviem as vossas ideias.




